4-Aminopyridine (4-AP)

  O 4-Aminopyridine (4-AP) é um agente bloqueador de canais de potássio com a capacidade de restaurar a condução em internodos desmielinizados de axônio da medula espinhal.

A presente  investigação procurou obter evidências eletrofisiológicas dos efeito do  4-AP na melhora das deficiências de condução central em um grupo de pacientes com lesão medular (spinal  cord  injury - SCI).  O grupo foi selecionado com base no fato de apresentarem déficits de condução central dependentes da temperatura.

O 4-AP (dose total de 24-25mg) foi ministrado por via intravenosa a 6 mgh-1 ou 15 mgh-1 enquanto os potenciais somatossensórios evocados (somatosensory evoked potential – SEP) e os potenciais motores evocados (motor evoked potential - MEP) foram registrados como índices da condução central.

Dois pacientes apresentaram aumentos acentuados na amplitude dos SEPs corticais,  e em um destes pacientes,   o 4-AP resultou em um tempo de condução central reduzido do L1 para o córtex.

Quatro pacientes apresentaram MEPs de amplitude elevada com redução concomitante no indicativo de latência de condução aumentada nas vias corticoespinhal ou corticobulboespinhal. Dois destes pacientes demonstraram um aumento no recrutamento voluntário da unidade motora após a utilização do  4-AP.

Exames clínicos revelaram redução da espasticidade (n  2), redução da dor (n  1), aumentos das sensações (n  1), melhora na movimentação das pernas (n  3) e recuperação do controle voluntário do intestino (n  1). Estes resultados sustentam a hipótese de que o 4-AP produz benefícios neurológicos em alguns pacientes com SCI.

Eles também são consistentes com o conceito emergente de que a melhora farmacêutica das deficiências de condução central causadas pela desmielinização focal pode contribuir para o tratamento de um grupo de pacientes com SCI compressiva ou decorrente de contusão.

  O medicamento bloqueador de canais de potássio

O 4-aminopyridine  (4-AP) foi administrado em oito pacientes com lesão medular crônica, em uma experiência terapêutica baseada na capacidade do medicamento de restaurar a condução dos impulsos nas fibras nervosas desmielinizadas.

O estudo foi realizado utilizando-se um projeto aleatório, polêmico e intermediário para que cada paciente recebesse o medicamento e um placebo de veículo em diferentes ocasiões, separadas por 2 semanas.

O medicamento e o placebo foram ministrados por infusão por mais de 2 horas. Uma dose total progressiva de 18.0 a 33.5 mg foi utilizada no decorrer do estudo.

Os pacientes foram avaliados neurologicamente antes e depois da infusão. Dois retornaram para uma segunda experiência após 4 meses e foram examinados diariamente  por 3 a 4 dias após a infusão do medicamento.

Os efeitos colaterais foram consistentes com os relatórios anteriores. A administração do   medicamento foi associada a uma significativa melhora neurológica temporária em cinco dos seis pacientes com lesão medular incompleta.

Nenhum efeito foi detectado em dois casos de paraplegia completa e em um dos dois casos de paraplegia incompleta severa/grave (classe B Frankel). As melhoras no estado neurológico após a administração do medicamento incluíram um aumento de controle motor e da capacidade sensória abaixo da lesão e a redução da dor crônica e da espasticidade.

Os efeitos persistiram até 48 horas após a infusão do medicamento e a maior parte dos pacientes retornou ao estado de pré-infusão em 3 dias.

Comparados a uma eliminação mais rápida do medicamento, estes efeitos neurológicos prolongados parecem envolver uma resposta secundária e provavelmente não são uma expressão direta do bloqueio dos canais de potássio.

  Estudo do 4-AP em Lesões Medulares Crônicas

A CSRO (Canadian Spinal Research Organization) de Experiências Experimentais patrocinou um estudo do 4-AP realizado 1993 em Hamilton, Ontário, Canadá. O estudo envolveu apenas oito pacientes, mas foi cuidadosamente controlado para que os efeitos do medicamento pudessem ser estudados com uma distorção (bias) mínima.

Cada voluntário recebeu o medicamento em uma ocasião e na segunda vez, duas semanas antes ou duas depois, recebeu um "placebo", constituído de uma solução com água e sal que não deveria ter nenhum efeito real.

O medicamento e o placebo foram ministrados por meio de uma infusão em uma veia do braço por um período de duas horas. Os pacientes foram examinados antes e depois do período de infusão. Os voluntários e os cientistas/médicos envolvidos não sabiam se o medicamento ou o placebo tinham sido ministrados em um determinado dia até a conclusão do estudo.

Dois dos pacientes os quais mostraram algumas das respostas mais fortes na primeira experiência, retornaram para uma segunda experiência após decorridos quatro meses e eles foram examinados  diariamente por 3-4 dias após a infusão do medicamento.

  Os paciente s

 Os oito pacientes envolvidos no estudo apresentavam históricos médicos variados. 46 homens e 3 mulheres, com idades variando de 18 a 65 anos, faziam parte do estudo.

Todos apresentavam lesão crônica e o tempo que haviam adquirido suas lesões variava entre um e meio a 10 anos. O tipo de lesão também variava muito, incluindo casos de lesão completa, torácica e cervical.

Todos, exceto dois pacientes, estavam sob medicação para dor e/ou espasticidade. Foi necessário que suspendessem toda medicação regular durante o período de tratamento e avaliação experimental a fim de se evitar qualquer tipo de interação possível com o medicamento experimental. O estudo foi aprovado pelo comitê de supervisão do hospital e pelo Health Protection Branch (Agência de Proteção à Saúde) do Canadá.

Todos os pacientes foram informados dos riscos potenciais do estudo experimental e deram seu consentimento. A Administração dos Resultados do medicamento foi associada a uma significativa, mas temporária, melhora nas funções de cinco dos seis pacientes com lesão medular incompleta. Não foi detectado nenhum efeito em dois casos de paraplegia completa e em um dos dois casos mais graves de paraplegia incompleta.

As melhoras nas funções após a administração do medicamento incluíram um aumento no controle e sustentabilidade dos movimentos, aumento na capacidade sensória abaixo da lesão e uma redução da dor crônica e da espasticidade

Os efeitos persistiram até 48 horas após a infusão do medicamento e a maior parte dos pacientes retornaram à condição anterior em 3 dias. Este foi um dos aspectos mais surpreendentes e excitantes do estudo visto que, a partir de tudo que se conhecia previamente em relação ao medicamento e seus efeitos no corpo, esperava-se que qualquer benefício duraria apenas algumas horas. O nível de 4-AP restante na circulação de dois pacientes foi medido por meio de uma série de amostras de sangue e foi possível verificar que o medicamento foi eliminado na urina no dia seguinte à sua administração. A persistência dos efeitos benéficos por dois dias foi, portanto, um dos aspectos mais intrigantes dos resultados porque sugeriu que o 4-AP estava se alterando no sistema nervoso de maneira que durava mais que a presença do próprio medicamento.

Não sabemos exatamente como ele fez isso, embora seja possível que ele possa afetar a comunicação entre as células nervosas por períodos de tempo mais longos, devido ao que já é conhecido sobre seus efeitos nas membranas nervosas.

Outra principal fonte de excitação que surgiu a partir dos resultados do estudo foram os efeitos profundos observados por três dos pacientes na redução da dor e do desconforto em seus membros.

Este foi outro aspecto inesperado e algo que pode estimular o desenvolvimentos futuro do medicamento mais do que qualquer outra descoberta, visto que o problema da dor e do desconforto a longo prazo em pacientes com lesões medulares é um dos problemas para os quais não existem soluções muito eficientes. Além disso, o medicamento produziu uma redução profunda e de longa duração da espasticidade em alguns pacientes, e isto pode representar uma outra aplicação prática do 4-AP.

  Os efeitos colaterais

O efeito colateral mais freqüente do medicamento foi o desconforto no braço em que o medicamento foi injetado. Este desconforto variou nos diferentes pacientes desde não mais do que o normalmente esperado com qualquer tipo de infusão intravenosa até uma ardência mais forte e uma dor queimadora (queimação), suficientemente forte para exigir a suspensão da administração do medicamento em um paciente. Três dos pacientes relataram que não tiveram nenhuma sensação incomum no braço ou qualquer outro efeito colateral negativo. Dois pacientes com dor e queimação forte no braço também experimentaram uma certa ansiedade e estado febril ao final do período da infusão. Dois relataram sensações posteriores de queimação nas áreas da pele abaixo do nível da lesão que duraram uma ou duas horas durante a noite seguinte à infusão.

Nenhum outro efeito colateral do medicamento foi detectado no decorrer do estudo.

O problema da dor no local da infusão foi específico à maneira como o medicamento foi ministrado para o estudo científico, e ele foi ministrado desta maneira para permitir um controle melhor e mais rápido da quantidade administrada.

Este problema não representa uma limitação séria na aplicação do medicamento que, na forma prática, seria ministrado como um comprimido ou cápsula ao invés de injeção. Está claro a partir deste trabalho (e de outros estudos que o precederam) que algumas pessoas são mais sensíveis ao 4-AP do que outras. A tontura e outros efeitos colaterais observados em doses mais elevadas fornecem sinais antecipados valiosos de aproximação do limite da dose segura em determinados pacientes.

É bastante conhecido que este é um material potencialmente perigoso em doses mais elevadas uma vez que pode promover convulsões através da super estimulação do sistema nervoso. É vital controlar a dose com muito cuidado e o conhecimento antecipado dos principais efeitos colaterais é o segredo para se evitar overdoses.

  O futuro do 4-AP

Qualquer medicamento desenvolvido para ser utilizado pelo público em geral deve passar por um longo e caro processo de desenvolvimento e testes antes de ser aprovado. Neste caso, nós temos a felicidade de parte do trabalho base realizado com o 4-AP estar sendo examinado em outras condições, particularmente nos casos de esclerose múltipla.

O próximo passo definitivo deve ser o teste do medicamento em um maior número de voluntários, a fabricação do medicamento em forma de comprimidos e o acompanhamento por vários dias ou semanas para descobrir se os seus efeitos são estáveis  ou se podem mudar de uma maneira ou de outra com doses repetidas.

Este estágio é o mais excitante visto que determinará se há ou não realmente um benefício clínico  que seja verdadeiramente expressivo, que possa constituir uma melhora na qualidade de vida para um número significativo de pessoas com lesão medular crônica (chronic spinal cord injury).

Copyright A9 1996, Canadian Spinal Research Organization (CSRO). Todos os direitos reservados.

   

  PESQUISA SOBRE AS FUNÇÕES MOTORAS

Relatórios recentes sobre um tratamento com medicamentos experimentais para indivíduos com SCI têm suscitado muito interesse dentro da comunidade SCI. Primeiramente testado em pessoas portadoras de esclerose múltipla (multiple sclerosis - MS), o 4-AP aumenta algumas funções neurológicas em alguns pacientes. Devido às similaridades na estrutura das fibras nervosas danificadas entre as pessoas com MS e com SCI, atualmente os pesquisadores têm testado o medicamento em aproximadamente 100 pessoas com SCI.

Abaixo relatamos os resultados impressionantes obtidos com os testes:

Em alguns indivíduos, a função motora e/ou sensória melhorou. Em alguns casos a melhora foi relativamente menor, mas em outros foi muito dramática, por exemplo, uma pessoa recuperou o controle da funções do intestino após 14 anos de controle reduzido e conseguiu ficar em pé (com um apoio) pela primeira vez.

As boas notícias não param por aí:

O 4-AP também resultou em uma pequena redução da espasticidade ou dor crônica em algumas pessoas e possibilitou que outras retornassem ao trabalho. O tratamento com este medicamento é apenas experimental e estas descobertas são muito preliminares. Análises iniciais mostram que o  4-AP não é eletivo para todas as pessoas; ele pode apresentar melhores resultados em pessoas com lesões incompletas.

Andrew R. Blight, Ph.D., cientista e pesquisador da University of North Carolina, na cidade de  Chapel Hill, tem se dedicado à pesquisa do 4-AP há muitos anos.

Ele explica, "o 4-AP é um promissor medicamento e provavelmente será valioso para determinadas pessoas, mas devemos lembrar que ele aumenta a função, mas não ocasiona a cura da lesão neural."

  O MEDICAMENTO: 4-AMINOPYRIDINE

Na medula sem lesões, as células nervosas saudáveis geram sinais elétricos que se movimentam por toda a extensão da célula (axônio). Uma cobertura de gordura (bainha de mielina) ajuda o sinal elétrico a viajar rapidamente. Alguns axônios são muito compridos e o sinal elétrico deve percorrer todo o comprimento. Se a doença ou o trauma danificou a célula nervosa (em particular, a bainha de mielina), o sinal elétrico pode não alcançar as extremidades do axônio. Desta forma, a célula danificada pode não funcionar apropriadamente e os sinais contendo as informações podem não alcançar as células adjacentes. Estudos laboratoriais anteriores testando os efeitos de vários medicamentos em células nervosas danificadas descobriram que 4-AP ajudou alguns tipos de células nervosas danificadas a manterem a atividade elétrica e química. Sob a influência deste  medicamento, estas fibras neurais aumentaram suas atividades a um nível que teve um efeito surpreendente. O Dr. Blight e seus colegas começaram a testar o 4-AP em animais com SCI. Outros pesquisadores haviam testado a substância em pessoas com MS (esclerose múltipla), uma doença neurológica. Os resultados de todos estes estudos foram promissores. Em colaboração com o Dr. Blight, Keith C. Hayes, Ph.D., diretor de pesquisas no Parkwood Hospital, em London, Ontário, Canadá, começou a testar o medicamento em algumas pessoas com SCI.

Os níveis de dosagem utilizados nestes estudos foram conservadores; os pesquisadores utilizaram pequenas quantidades para testar a segurança do 4-AP. Atualmente, os estudos têm avançado para níveis de dosagens terapêuticas.

  BENEFÍCIOS DO 4-AP EM SCI

Além das alterações relacionadas na caixa do medicamento, uma surpreendente descoberta inicial foi o efeito do medicamento na espasticidade e dor. Vários pacientes relataram um alívio em seu nível usual de espasticidade ou dor após a administração do 4-AP. Um dos indivíduos apresentou uma redução bastante significativa da espasticidade; o que permitiu que se vestisse sem a ajuda de alguém. Uma vez que o medicamento aumenta a atividade elétrica das fibras nervosas, os pesquisadores estavam preocupados que o 4-AP pudesse aumentar  a espasticidade ou dor. Felizmente, o medicamento surtiu o efeito oposto!

Ao descrever os efeitos, o Dr. Hayes afirma, "o 4-AP apresenta uma ação bastante ampla no sistema nervoso central e pode ser útil para uma ou mais deficiências. Os benefícios funcionais variam devido às diferenças das lesões e danos nervosos. "Nem todas as pessoas que recebem o medicamento experimentaram melhoras nas funções motoras e sensoriais ou uma redução na espasticidade ou dor. Ron Cohen, M.D., presidente da Acorda Therapeutics, empresa que patrocina um estudo clínico sobre o 4-AP, antecipa que a substância pode ter efeitos benéficos em até um terço das pessoas com SCI. O Dr. Hayes faz uma recapitulação dos benefícios explicando que "cerca de um terço dos pacientes que participaram dos estudos preliminares ficaram tão satisfeitos com o resultado da utilização do 4-AP que queriam ter acesso ao medicamento de maneira permanente.

  EFEITOS COLATERAIS

Devido ao fato de o 4-AP afetar o sistema nervoso, a substância requer uma administração cuidadosa. As pessoas podem tomar o medicamento por via oral, mas os pesquisadores devem testar e avaliar cuidadosamente as dosagens. A razão para isto é que todo medicamento que estimula o sistema nervoso pode também super estimulá-lo. Isto poderá resultar em convulsões, um efeito colateral extremamente sério e extremamente prejudicial. Nos estudos realizados em relação à MS (esclerose múltipla), vários pacientes passaram por este problema. Embora nenhum paciente com SCI tenha relatado este efeito colateral, os pesquisadores devem conduzir mais estudos a fim  de determinar se é um problema possível de doses terapêuticas. Os efeitos colaterais menores do 4-AP incluem aqueles que em geral acompanham muitos tipos de medicamentos: tontura, transpiração, dores gástricas e sintomas psicológicos, tal como a ansiedade.

Algumas pessoas podem ser hipersensíveis ao medicamento e devem tomar doses iniciais pequenas para testar as reações alérgicas. Não são conhecidos efeitos colaterais a longo prazo, entretanto, é necessário que se realizem mais testes a longo prazo com o intuito de investigar esta questão.

  DOSAGEM

Outras preocupações dizem respeito às questões relacionadas à quantidade da dose ótima e se esta será a mesma para todas as pessoas com SCI. Além disso, precisamos saber (1) quanto tempo o medicamento permanece na corrente sangüínea e (2) quanto tempo duram seus efeitos.

Os dados obtidos em indivíduos sem SCI mostraram que o 4-AP permanece poucas horas na corrente sangüínea. Entretanto, as descobertas obtidas em pessoas com SCI indicaram que os benefícios do 4-AP podem durar até 48 horas. Jack L. Sepal, M.D. do Long Beach (Calif.) VA Medical Center, está avaliando atualmente as questões relacionadas à dosagem: a taxa em que o medicamento é absorvido na corrente sangüínea após ser ingerido por via oral, por quanto tempo o medicamento permanece na corrente sangüínea, a relação entre os níveis sangüíneos e o tempo que os efeitos duram. Conforme mostrado anteriormente pelo Dr. Sepal, as taxas em que os medicamentos são absorvidos na corrente sangüínea e eliminados do sangue são diferentes na pessoas com SCI.

  O QUE VEM DEPOIS?

Pesquisadores, como o Dr. Blight, continuarão a examinar como as fibras neurais danificadas funcionam (ou não) e como o medicamento 4-AP atesta tais fibras. Uma compreensão melhor da biologia subjacente poderá levar a uma maior precisão na utilização do 4-AP ou no desenvolvimento de outros medicamentos ou terapias. Os resultados da pesquisa do 4-AP recentemente conduzida pelo Dr. Segal, Dr. Hayes e seus colegas será publicado em breve. Planos para futuros estudos clínicos farão parte destas descobertas. Estes estudos têm avaliado a utilização de uma forma de liberação gradual (de acordo com a necessidade) de 4-AP, os efeitos do 4-AP nas funções cardíacas e na capacidade de locomoção e a farmacologia do 4-AP.

Um importante passo a ser tomado a seguir no processo de pesquisa e desenvolvimento é a conclusão de estudos clínicos em grande escala para testar o medicamento em uma população significativamente grande de indivíduos com SCI.

Os pesquisadores deverão realizar testes com dados cientificamente controlados e analisados diante dos quais a Food and Drug Administration (FDA) considerará ou aprovará a utilização de uma nova substância. Estes estudos em grande escala também serão necessários para ajudar a determinar as doses ótimas e seguras. O medicamento permanece no sistema sangüíneo por algumas horas até um dia; portanto, para se obter efeitos contínuos, as pessoas deverão ingeri-lo reiteradamente.

Os cientistas devem determinar a taxa ótima e segura das doses repetidas. A Acorda Therapeutics está patrocinando uma experiência clínica. Dependendo dos resultados, a empresa provavelmente planejará e organizará um estudo em grande escala que com certeza incluirá 10-15 clínicas principais de reabilitação de SCI. O Dr. Cohen lembra ainda que "é importante que os interessados no 4-AP lembrem-se que os medicamentos que parecem promissores em experiências  iniciais com humanos, algumas vezes, revelam-se ineficazes ou insuficientemente seguros quando estudados em experiências mais abrangentes.

Estamos encorajados pelo resultados obtidos até o momento, mas estes resultados devem ser  validados em estudos mais abrangentes. Nosso objetivo é concluir o processo de experiências clínicas o mais rapidamente possível com a melhor qualidade possível. Tais procedimentos assegurarão que o 4-AP chegue ao mercado rapidamente (supondo-se resultados positivos) para que todos possam se beneficiar do mesmo e possam ter acesso a ele.

O Dr. Hayes resume a pesquisa relacionada ao 4-AP: “O progresso dos estudos continua ao nos encorajar; existe o potencial para o benefício terapêutico, entretanto, devemos aguardar um teste definitivo. Diversos esforços estão sendo coordenados para a execução de um teste bastante abrangente que fornecerá resultados definitivos. Após receberem o 4-AP, as pessoas com SCI relataram algumas das seguintes alterações:

  Melhora na sensação voluntária, movimentos dos dedos dos pés, fortalecimento dos músculos, movimento das pernas, funções das mãos, controle das funções do intestino, movimentação dos dedos das mãos, aumento da energia e resistência, ereção do pênis, mobilidade em deslocamentos, aumento na atividade elétrica dos músculos, pressões de inspiração e expiração durante a respiração, maior capacidade de locomoção. Os pacientes relataram também uma sensação geral de "sentir-se melhor".