08/06/2004
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Cientistas de uma universidade
americana - entre eles, um brasileiro - fizeram ratos paraplégicos voltar
a andar. A pesquisa foi publicada numa das mais importantes revistas científicas
do mundo. |
O ratinho sofreu um trauma na medula espinhal e ficou paraplégico. Mas, depois
de dois anos, ele recuperou 70% dos movimentos. Graças a uma investigação
científica que começou há três anos.
A pesquisa foi feita por um grupo de cientistas da escola de medicina de Miami,
entre eles um brasileiro. Os ratos foram submetidos a uma combinação de
terapias.
Foram retiradas células schwann, que recobrem os nervos e podem ser encontradas
em todos os mamíferos. Os cientistas também isolaram uma proteína existente
nas células dos mamíferos, a AMP cíclica. E usaram ainda um antidepressivo de
uso comum em tratamentos psiquiátricos.
As três substâncias juntas foram aplicadas ao rato.
"É um excelente resultado. Mostra que a combinação dessas substâncias
tiveram um efeito positivo. Nós esperamos que essas técnicas sejam colocadas
em uso o mais rápido possível", diz Francisco Pereira, pesquisador.
Agora, o próximo passo é a comunidade científica revalidar essas pesquisas.
Laboratórios do mundo inteiro devem repetir os experimentos e apontar novos
caminhos que aprimorarem o que já foi feito até aqui. O que é certo, por
enquanto, que esse tratamento só seria eficiente se ele fosse aplicado
imediatamente após o traumatismo.
Lesões na espinha causadas por quedas, acidentes automobilísticos, bala
perdida. São casos que a medicina não tem o que fazer. O caminho ainda é
longo, por enquanto as experiências só valem em cobaias. E mesmo na hora que
estiver pronto para ser usado em humanos o tratamento deve ser apenas para os
casos agudos.
Mas segundo o especialista em ortopedia Tarcísio Pessoa Filho a aplicação em
casos crônicos ainda não está descartada:
"Talvez isso venha a trazer alguma luz, alguma esperança a mais para quem
tem lesão crônica. Existem perspectivas de alguma recuperação num futuro não
tão distante como pareceria".
fonte www.globo.com