Cristopher Reeve e as verbas para as pesquisas

 

O ator Cristopher Reeve de 46 anos, que em maio de 95 se tornou tetraplégico após uma queda de cavalo, vem desde então e com sucesso, utilizado seu carisma e prestígio para obter recursos financeiros para as pesquisas das lesões medulares. A aprovação no estado americano de Nova Iorque de uma lei que entrega para as pesquisas das lesões medulares, parte do dinheiro arrecadado com multas de trânsito, é um dos exemplos.

E esse esforço desenvolvido por Cristopher Reeve ocorre justamente num momento em que os cientistas conseguem grandes avanços nos labortórios.

Segundo o Dr. Michael Fishback, diretor do NIH (Instituto Nacional de Saúde dos EUA), lesão medular está entre uma das três maiores prioridades do NHI. O orçamento anual para as pesquisas de lesão medular deve pular dos atuais U$65 milhões para U$70 milhões no próximo ano e pelo menos U$105 milhões nos próximos 5 anos.

Do mesmo modo, ocorreu um aumento brusco de 30% no volume de trabalhos apresentados ao NIH relacionados as lesões medulares. Atualmente o escritório do NIH possui 35 propostas de pesquisas.

Isso tudo faz com que os grandes avanços nesse campo, que antes ocorriam uma vez por ano, hoje ocorrem mensalmente.

E seguindo essa tendência estão empresas como a Acorda Therapeutics, uma companhia de biotecnologia de Nova Iorque, que no mês passado destinou U$20 milhões somente para as pesquisas de lesão medular, mais que triplicando seu orçamento para este fim.

Dentro de poucos anos os cientistas acreditam que os tratamentos que hoje permitem que ratos se recuperem de uma lesão medular, estejam disponíveis para testes clínicos em humanos. Cristopher Reeve inclusive vem recebendo em primeira mão os progressos obidos nos laboratórios do NIH e se delicia ao assistir videos de ratos reabilitados.

Atualmente Cristopher Reeve tem voltado sua atenção para os executivos das indústrias farmacêuticas e os bilhões de dólares em pesquisas que movimentam, embora reconheça que fazer com que estes dediquem grandes somas de dinheiro para as lesões mdulares não seja tarefa fácil devido ao relativo pequeno número de pacientes nessa condição. Entretanto ele argumenta que os avanços nas pesquisas de lesão medular trarão benfícios para outras patologias do sistema nervoso como Alzheimer, Parkinson, esclerose múltipla, etc.

As informações acima foram retiradas de um texto publicado no último dia 18 no Wall Street Journal, o principal jornal financeiro dos EUA.