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O deputado federal Aldo
Rebelo (PC do B-SP), relator do projeto de lei sobre
biossegurança em discussão na Câmara, propôs nesta
semana o fim da proibição de pesquisas com células-tronco
embrionárias para fins terapêuticos.
As células-tronco podem se
transformar em qualquer outro tipo de célula, como ósseas
ou nervosas. Por esse motivo, elas têm o potencial de
ajudar no tratamento de doenças, como as degenerativas e o
câncer.
As células-tronco podem
ser retiradas de tecidos adultos, como sangue, placenta,
cordão umbilical, e de embriões na fase de blastocisto.
Porém, a embrionária é a mais visada pelos pesqusiadores
por ser pluriopotente, ou seja, ter o poder de formar
qualquer tipo de tecido. O problema é que, para obtê-las
é preciso destruir embriões com até cinco dias de vida,
prática que levanta discussões éticas.
Não existe ainda no Brasil
uma legislação específica sobre o assunto, mas a Lei de
Biossegurança de 1995 proíbe as pesquisas com células-tronco
embrionárias e também a clonagem. O governo federal quer
manter as proibições, mas Rebelo propõe atender os
cientistas e liberar a pesquisa com essas células somente
para fins terapêuticos, e não para os reprodutivos.
Muitos cientistas são
contrários à proibição de 1995 e apóiam a iniciativa do
deputado. "Todo mundo devia aplaudir de pé",
afirma a bióloga Mayana Zatz, da USP (Universidade de São
Paulo). "A pesquisa terapêutica já está liberada em
diversos países da União Européia e no Japão, todas nações
preocupadas com a valorização da vida humana",
afirma.
O biólogo da Unesp
(Universidade Estadual Paulista), João Tadeu Ribeiro Paz,
afirma que é a favor da liberação, mas com restrições.
"É preciso assegurar que o uso será somente terapêutico
e não se pode criar um comércio em cima disso",
afirma.
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