Em relação aos experimentos com animais, sem dúvida merece destaque os experimentos desenvolvidos no Instituto Karolinska da Suécia e publicados em meados de 1996 na revista Science.
Utilizando ratos adultos como modelo, eles promoveram nesses animais uma lesão medular extremamente radical, com secção completa da medula e uma separação de 0,5 cm entre as partes (fazendo comparação com um traumatismo medular humano, seria a condição mais grave e imaginável possível). Nesses animais, o tratamento consistiu em retirar nervos do tórax desses animais e colocá-los como uma ponte entre um lado e outro da medula seccionada (a esse tratamento foram acrescentados as substâncias anteriormente citadas que estimulam o crescimento dos neurônios).
Nos três meses que se seguiram, os ratos tratados começaram a mexer as extremidades e posteriormente as patas, como que tentando caminhar. Um ano após, os ratos eram capazes de suportar o próprio peso e caminhar, embora de forma cambaleante.
Esses resultados foram considerados incríveis pela comunidade científica envolvida nessa questão e embora não signifique a cura das paralisias provocadas por lesão medular, mostra que alcançar a cura não é um sonho, mas uma possibilidade real.