Notícias
sobre as pesquisas: Células-Troncos
Atualizado
24.09.2004
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Alguns
dos pacientes que retiraram as células troncos, já estão sendo
chamados para fazer a infusão das células, já trabalhadas em
laboratório.
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Addy
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Addy
é gaúcha, tem 35 anos, e a 4 anos, é paciente portadora
de lesão medular, conseqüência de um
acidente automobilístico.
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- Ela
foi a terceira paciente a implantar as células-troncos no
dia 18.11.02. No começo do mês de abril ela fez o exame
"potencial evocado". E o resultado foi positivo.
Addy já consegue perceber melhora em sua sensibilidade.
- BREVE
NOTICIAS DA ADDY
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Contato e-mail:
addy34@hotmail.com
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Peroni
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Peroni
é paulista, tem 44 anos, tetra a 7 anos, é paciente
portador de lesão medular, conseqüência
de um acidente
automobilístico.
Nos membros superiores, Peroni não tem triceps, nem
movimento de dedos.
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- Ele
é o primeiro tetra "C4"a implantar as células
tronco no dia 17.03.03. Após 1 mês Peroni fez o
exame"Potencial Evocado" Ele já é capaz de
perceber melhoras na sensibilidade.
- Peroni
fez o quarto potencial evocado. 23/09/2004.
- Conclusão
Membros Superiores- Ausência de sinais de comprometimento
de vias somato sensitivas a estimulação dos nervos
medianos nos punhos.
- Conclusão
Membros Inferiores: Presença de respostas evocadas
reprodutíveis com tempo de latência nos limites
superiores da normalidade a direita e aumentado a esq,.
Melhora do quadro em relação ao exame realizado em
25-03-04, com a diminuição do tempo de latência da
resposta cortical a estimulação do nervo tibial
posterior esq no tornozelo.
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Antes do implante das células tronco, Peroni tinha uma
sensibilidade no corpo de aprox. 15%. Essa sensibilidade é de
aprox. 30%, tudo isso foi possível
após o implante. Segundo seu depoimento, ele também teve
uma melhora significativa no controle de tronco, diz que
hoje já consegui ficar 10 minutos no cavalo sozinho, nas seções
de ecoterapia. Foto na
Ecoterapia e-mail:
peroni_lima@hotmail.com
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Anderson
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- Anderson
é de Santo André, tem 27 anos, tetra a 5 anos, é
paciente portador de lesão medular, conseqüência
de um acidente
moto.
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- Ele
é o décimo segundo tetra "C4"a implantar as
células troco no dia 09.06.03. Após 1 mês ele fez
o exame "Potencial
Evocado",
mas ainda não pode-se afirmar que esta passando algum
sinal na área lesionada.
- Resultado do exame: Aqui
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O
ultimo potencial evocado foi no dia 23
de junho de 2004, e para surpresa começaram a
dar sinais positivos. Depois de um ano da infusão,
foram captados sinais de estímulos elétricos passando pela medula, da qual o mesmo
exame realizado há seis meses atrás não tinha
revelado nada.
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- Contato e-mail: anderson_damasceno@yahoo.com.br
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Potencial
Evocado: é um exame onde pode-se afirmar, se os sinais estão
passando pela área lesionada.
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O implante das células
está surpreendendo pela rapidez dos resultados. Já estão pensando em
injetar mais células nos pacientes já implantados.
Consegui
dar os primeiros passos e de lá para cá tive uma melhora constante. Cada dia
estou um pouco melhor".
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Cristiano
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O
empresário lembra que após quatro anos utilizando cadeira de rodas, aos poucos
foi recuperando os movimentos e a força muscular.
Cristiano
Garbin, 34 anos, é engenheiro químico e empresário. Sofreu um
acidente de moto, aos 25 anos, que lhe causou uma lesão na vértebra C7 (alto
das costas), além de 34 fraturas. Ficou 20 dias em coma e seis meses
hospitalizado. O resultado foi a tetraplegia.Apesar de ter sensibilidade nos
membros superiores, não tinha coordenação, faltavam-lhe os movimentos.
"Fiquei nessa condição durante dois anos e meio. Após isso, readquirir
coordenação parcial dos membros superiores e sensibilidade dos membros
inferiores".
Milagre?
Para Cristiano, sua recuperação
se deve a vários fatores. "O primeiro é Deus. Segundo, eu era atleta
profissional antes do acidente e tinha um organismo que me ajudou muito no
processo de recuperação. Terceiro, sou de família de classe média alta que
me deu condição financeira de fazer tudo o que estava disponível na época
em matéria de reabilitação. Quarta: apoio incondicional de familiares e
amigos, que me puxaram para cima, não me deixando desanimar. Outro fator: a
força de vontade. Eu botei na cabeça que ia voltar a andar. Não aceitava o
fato de existir avanço tecnológico e eu ficar naquela condição. Sou
teimoso, perseverante, fiz a minha parte", conta.
O empresário lembra que após quatro anos utilizando cadeira de rodas, aos
poucos fui recuperando o movimento, a força muscular. "Consegui dar os
primeiros passos e de lá para cá tive uma melhora constante. Cada dia estou
um pouco melhor".
Na verdade, a recuperação de Cristiano é devida a soma dos fatores acima
mencionados e à implantação de célula-tronco, experiência que, segundo
ele, se deu por acaso, em 1992. "Eu fui a Inglaterra para fazer uma
cirurgia de descompressão da vértebra. A compressão da vértebra estava
lesionando a medula. A prioriade seria para descomprimir a medula para que eu
tivesse alguma chance de voltar a ter sensibilidade. O médico falou de um
tratamento experimental que estava sendo desenvolvido e me ofereceu a
oportunidade de ser cobaia. Achei que não teria nada a perder. Estava
desenganado, nunca mais iria voltar a andar. O máximo que poderia acontecer
é uma lesão incompleta se transformar em completa. Eu quis arriscar",
lembra, acrescentando que, após a implantação da célula-tronco, nenhum médico
lhe garantiu que a recuperação foi devido a essa experiência.
"Foram vários fatores que contribuíram, pode ser que a célula-tronco
tenha surtido efeito, só que eu voltei a ter sensibilidade e a andar somente
um ano e meio depois da cirurgia, sendo que os médicos disseram que o
resultado da cirurgia se daria em seis meses. Todos os médicos consultados
acham que foi um conjunto de fatores combinados e não só a implantação da
célula-tronco", destaca.
Cristiano afirma que não tem informações de caso de recuperação similar
no Brasil. "Há alguns casos na China e em outro país asiático de uma
recuperação muito boa, mas foram feitos tratamentos com medicina oriental,
que deram resultado, com recuperação fantástica, um deles até melhor que o
meu. A pessoa nem manca e eu ainda dou minhas mancadas (risos)", conta.
O empresário ficou três semanas no hospital inglês, período entre o pré-operatório,
que inclui exames como tomografias e sangüíneos. Retiraram sua célula e a
reenxertaram na medula para que se reproduzisse. Deu certo. Hoje, Cristiano
está andando e se movimentando. "Estou com 90% de recuperação. Me
sinto abençoado e muito orgulhoso de onde cheguei, porque sei o esforço que
foi necessário. Sinto orgulho das pessoas que estavam ao meu lado e que
acreditaram em mim e sinto como quem ganhou um prêmio de loteria, porque eu
recebi a dádiva de voltar a andar". Hoje, conta com algumas limitações
físicas: não pode praticar nenhum esporte que exija algum esforço e ainda
tem problemas de coordenação motora, mas dirige, dança, namora e sobe
escadas.
Sobre célula-tronco, Cristiano tem opinião formada. "É um dos
caminhos. Tudo o que puder ser tentado no sentido de melhorar a qualidade de
vida de uma pessoa, deve ser tentado, deve ser investido, independente de
custos financeiros. A gente está engatinhando nessa área e vejo que em
alguns lugares do mundo houve e tem havido um certo entrave em função do código
de ética médica e eu acho isso um erro, porque só quem passa por um
problema é que sabe a verdadeira necessidade de se achar uma solução para
esse problema. Eu vejo que alguns segmentos têm dificultado ou boicotado
pesquisas nesse campo, mas um dos caminhos é o investimento pesado em
pesquisas com células-tronco. É preciso que os próprios portadores de
deficiência se mobilizem e busquem a sensibilização da parte política para
se investir mais nessa área", encerra.
Modelo
capta recursos para pesquisa Dia
17/06/03 Mara faz o implante das Células Tronco
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Mara
Gabrilli
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Mara Gabrilli é modelo e está tetraplégica há sete
anos, devido a acidente de carro. Tem se destacado por seu empenho em angariar
fundos para pesquisas na área da cura da paralisia. Dirige a organização não-governamental
"Próximo Passo". Ela afirma que há muitos anos vem acompanhando o
desenvolvimento de pesquisa do Hospital das Clínicas de São Paulo nesse
campo.
"Acredito que esse tratamento vai dar certo e poderá, no futuro, ser
bancado pelo Sistema Único de Saúde (SUS)", afirma, acrescentando que não
está ansiosa pelo resultado da experiência e sim preocupada em conseguir a
verba para a área. "O que deve acontecer, no mínimo, é melhorar muito
a qualidade de vida da pessoa com deficiência. Depois que a célula-tronco
está no lugar certo ela se reproduz muito rapidamente e isso é muito
significativo para uma pessoa que está paralisada", destaca.
Ela faz parte do grupo dos 30 primeiros lesados medulares que vão se submeter
ao implante de célula-tronco.