| Home >> Biotecnologia |
|
03/07/2003
CÉLULAS-TRONCO PERMITEM QUE RATOS PARALÍTICOS ANDEM
|
|
Células nervosas derivadas de células-tronco embrionárias de seres humanos e transplantadas em ratos paralíticos permitiram que os animais andassem novamente. O trabalho, coordenado por Hans Keirstead, da Universidade da Califórnia, nos EUA, foi publicado no site da revista britânica de divulgação científica 'New Scientist' (www.newscientist.com). As células-tronco são células especiais do nosso próprio organismo. Encontradas em embriões e em vários órgãos de adultos, são capazes de se replicar indefinidamente e de originar diversos tipos de tecidos de nosso corpo. Os pesquisadores conseguiram transformar (diferenciar) as células-tronco embrionárias em oligodentrócitos, células que formam a mielina, camada vital para conduzir impulsos nervosos - responsáveis pela comunicação entre o cérebro e os membros, interrompida pela lesão. Essas células foram então transplantadas em ratos com escoriações na espinha dorsal. Depois de nove semanas, eles andavam normalmente, mesmo sem nenhum outro tratamento para seus ferimentos. A experiência foi repetida diversas vezes, sempre apresentando o mesmo resultado. A análise das espinhas dorsais dos ratos descobriu que os oligodentrócitos transplantados envolveram os neurônios e formaram novas camadas de mielina. As células transplantadas também produziram agentes de crescimento que estimularam a formação de novos neurônios. Os pesquisadores afirmam que os testes em humanos podem começar em até dois anos. Mas os primeiros testes podem envolver somente pacientes com ferimentos recentes na coluna ou com problemas localizados. O tratamento de pessoas que estão paralíticas há anos ou que sofrem de doenças degenerativas pode ser bem mais difícil. Um outro estudo, feito na Universidade Johns Hopkins , em Baltimore, nos EUA, anunciou resultados parecidos. A equipe transplantou células-tronco embrionárias humanas não-diferenciadas em ratos com problemas em suas colunas. Depois de 6 meses, os ratos tratados conseguiam levantar-se. O coordenador do estudo de Baltimore, Douglas Kerr, acredita que a recuperação dos animais não tem relação com o crescimento de novas células, mas com a produção dos agentes de crescimento que protegeram os neurônios danificados e os ajudaram a restabelecer conexões com outros neurônios. A empresa biofarmacêutica que financiou o estudo da Califórnia, Geron, espera que os resultados dessa pesquisa ajudem a convencer os políticos de Washington a não banir as pesquisas com clonagem terapêutica, único meio de obter as células-tronco embrionárias humanas. |
FONTE: http://www.eficientefisico.hpg.ig.com.br/pesquisas.htm